A NVIDIA marcou presença na CES 2026 com o anúncio do DLSS 4.5, uma atualização significativa para sua tecnologia de super amostragem por aprendizado profundo. A novidade, que promete aprimorar a qualidade da imagem em jogos, está disponível imediatamente para todas as placas gráficas GeForce RTX, desde a série 20 até a mais recente série 50. A empresa também revelou planos para uma geração de múltiplos quadros mais avançada e dinâmica, exclusiva para as GPUs RTX 50-series, além de outras inovações que visam otimizar a experiência de jogo via software.
O DLSS 4.5, especificamente sua funcionalidade Super Resolution, é impulsionado por um modelo Transformer de segunda geração, treinado com um conjunto de dados consideravelmente maior e utilizando cinco vezes mais poder computacional. Isso se traduz em melhorias visíveis na renderização de cenas desafiadoras, reduzindo artefatos como *ghosting* e *shimmering*, e aprimorando o anti-aliasing. A atualização pode ser acessada através do driver GeForce 591.74 e da versão beta do aplicativo NVIDIA, permitindo que usuários ativem o novo modelo globalmente para mais de 400 títulos compatíveis sem depender de patches individuais dos desenvolvedores.
Para os proprietários das futuras GPUs GeForce RTX 50-series, a NVIDIA prepara uma expansão da Geração de Múltiplos Quadros (Multi Frame Generation), prevista para a primavera de 2026. Esta funcionalidade permitirá a criação de até cinco quadros intermediários para cada quadro renderizado, elevando as taxas de quadros para um limite de 6x. Complementando isso, o recurso de Geração Dinâmica de Múltiplos Quadros ajustará o número de quadros gerados em tempo real, visando uma taxa de quadros consistente e alta, ideal para monitores de 240Hz ou mais. Além disso, a NVIDIA apresentou o G-SYNC Pulsar, uma evolução da tecnologia de taxa de atualização variável que promete maior clareza de movimento.
A estratégia da NVIDIA na CES 2026 chamou atenção por focar em melhorias de software para seu hardware existente, em vez de lançar novas GPUs GeForce. Essa abordagem reflete uma transição para um pipeline gráfico "AI-first", onde a inteligência artificial desempenha um papel central na otimização de performance e qualidade. Embora o DLSS 4.5 Super Resolution beneficie todas as RTX, testes iniciais indicam que GPUs das séries 20 e 30 podem experimentar uma queda de performance de 14% a 24% em relação ao DLSS 4.0, mesmo que ainda superem a renderização nativa. A ausência de novas placas, como uma possível série Super 50, pode estar ligada à alta demanda por memória RAM no setor de IA.
As novidades se estendem também ao aplicativo NVIDIA, que agora oferece mais controle sobre as configurações do DLSS, permitindo ajustes globais ou por jogo, e a opção de ativar DLAA em títulos sem suporte nativo. O aplicativo beta também migrou configurações importantes do painel de controle e introduziu um modo de depuração. Paralelamente, a atualização do NVIDIA Broadcast 2.1 expandiu a compatibilidade do Virtual Key Light para GPUs RTX 3060 e superiores, aprimorando a eficiência e o controle de iluminação para criadores de conteúdo.